quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Celebridades apoiam campanha contra novo Código Florestal Brasileiro


A pedido do cineasta Fernando Meirelles, personalidades gravam videodepoimentos contra as alterações da lei ambiental no país


Editora Globo
Da esquerda para a direita, Rodrigo Santoro, Arnaldo Antunes e Wagner Moura, com cartazes de divulgação da campanha #florestafazadiferença. (Fotos: Divulgação)
O ator Wagner Moura estava em Los Angeles, nos Estados Unidos, quando recebeu um e-mail do cineasta Fernando Meirelles para participar de um novo projeto. Ao contrário das grandes produções audiovisuais para as quais o artista está acostumado a ser escalado, o convite se resumia a um apelo simplório: gravar um depoimento que pudesse contribuir com a campanha #florestafazadiferença

Lançada em junho, a mobilização é uma iniciativa do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, formado por 152 organizações da sociedade civil brasileira. Os envolvidos reivindicam que o projeto de lei para a alteração do Código Florestal Brasileiro, aprovado pela Câmara dos Deputados em maio deste ano, seja recusado pelo Senado. 

Meirelles, que se classifica como “fazendeiro atípico” por cuidar nas suas horas livres de uma plantação de café e cana-de-açúcar localizada em Rifaina, interior paulista, espontaneamente apoiou a causa. O cineasta gravou um vídeo caseiro com sua opinião sobre o assunto para, em seguida, espalhar a missão entre seus contatos. Em apenas duas semanas, 25 depoimentos foram coletados. A única regra para as gravações é que “nem um litro de gasolina fosse gasto com a produção dos vídeos”, como explica Meirelles. Os depoimentos foram produzidos com equipamentos pessoais como celulares e câmeras de computadores. A qualidade técnica foi deixada de lado em função doconteúdo do material. 

Além de Moura, Gisele BündchenAlice BragaMarcos PalmeiraBruna LombardiRodrigo SantoroDenise Fraga,Felipe Camargo e Fernanda Torres estão entre os que voluntariamente contribuíram com a causa. Mas, segundo Meirelles, os depoimentos não param de lotar a sua caixa de e-mail. “Estamos finalizando o material de mais dez personalidades”, conta. 

O sucesso da iniciativa obrigou o cineasta a expandir o destino inicial de sua mobilização. “No começo, pensava apenas em enviar estes vídeos para os 81 senadores envolvidos na aprovação do Código Florestal, mas o material merece maior divulgação para atingir, principalmente, aqueles que ainda pensam que comida nasce no supermercado”, diz. 

As produções foram apresentadas, com exclusividade, à imprensa na sede da produtora O2 Filmes, em São Paulo, nesta terça-feira (18/10). Para João Paulo Capobianco, representante do Instituto Democracia e Sustentabilidade(IDS), a participação de personalidades enriquece a #florestafazadiferença. “A campanha ganha outra dimensão”, afirma. Beloyanes Bueno, coordenador de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica, tem opinião semelhante. “Os artistas tornam a questão do Código acessível para todos. O público toma como exemplo a campanha e percebe aimportância das florestas”, conclui.
Assista aos depoimentos de Gisele Bündchen, Alice Braga, Wagner Moura, Fernando Meirelles, José Eli da Veiga, Marcos Palmeira e Ricardo Abramovay:

Fonte:  Globo.com

Marina pode criar partido antes das eleições de 2014


A ex-senadora Marina Silva (AC) admitiu hoje, em Belo Horizonte, a possibilidade de criação de um novo partido antes das eleições presidenciais de 2014. Ela afirmou que não pretende criar uma legenda "para disputar eleição" em 2012, mas contou que desde que deixou o PV integra um movimento batizado "nova política" que pode convergir para a criação de uma nova legenda.

Após cerimônia de abertura de um evento promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, Marina criticou de forma geral a atuação dos partidos brasileiros, inclusive o PV, pelo qual disputou a Presidência em 2010. Para ela, as atuais legendas estão vazias de propostas e têm apenas projetos eleitorais. "Não se cria partido político por causa de eleição. Se cria partido político quando se tem visão, projeto e alguma argamassa em termos das pessoas que estão em torno desse ideal", salientou.

Segundo a ex-senadora, o movimento ao qual faz parte, batizado "nova política", inclui pessoas que "querem e que não querem" a criação de um partido, assim como personalidades de outras legendas já tarimbadas no meio. E citou a também ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Cristovam Buarque (PDT-DF) e o deputado federal Ricardo Trípoli (PSDB-SP).

"Estou nesse movimento. Se isso tiver densidade, estatura, altura e profundidade para se transformar, uma parte do movimento, em um partido, poderá até, no futuro, ser um partido. Eu estou no processo", declarou a ex-senadora, que ressaltou não ter objetivo de fazer um contraponto à disputa entre PT e PSDB. "É para colocar um ponto. E eu espero que seja um ponto final na ideia dessa polarização", disse.

Marina, que saiu das eleições presidenciais de 2010 em terceiro lugar, com cerca de 20 milhões de votos, assumiu também que a nova legenda pode ser criada a tempo da próxima disputa presidencial, mas negou que seja pré-candidata. "Não vou ficar no lugar, a priori, de candidata a presidente da República, não vou ficar na cadeira cativa de candidata. "Se tiver alguém que possa protagonizar melhor que eu esse projeto, pode ter certeza que eu vou ser cabo eleitoral dessa pessoa", concluiu.

Fonte: Agencia Estado.

Enriquecimento de áreas florestais acelera recuperação



Rodovias, anéis viários, aeroportos, praças esportivas e uma série de intervenções urbanísticas representam obras de infra-estrutura promovidas a partir de desmatamentos legalizados. No entanto, o aproveitamento dessas áreas a partir do resgate de mudas destinadas à restauração de mata ciliar (APP) e Reservas Legais previstas no Código Florestal hoje em vigor ainda é algo recente.
– Esse tipo de ação barateia custos e aumenta as possibilidades de restauração em todo o Brasil –, comenta Sergius Gandolfi, professor do Departamento de Ciências Florestais (LCB), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.
Em um dos trabalhos orientados por Gandolfi, a bióloga Milene Bianchi dos Santos avaliou a eficiência de diferentes métodos de enriquecimento, como a transferência de plântulas da regeneração natural para produção e introdução de mudas de espécies de sub-bosque em um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual em processo de restauração no Estado de São Paulo.
A pesquisadora atuou em uma área no município de Santa Bárbara d’Oeste (interior de São Paulo).
– O enriquecimento dessas áreas por meio da introdução de diferentes espécies, formas de vida e grupos funcionais busca acelerar o restabelecimento da complexidade estrutural e funcional a fim de perpetuar o fragmento –, explica a bióloga.
Na prática é feita uma coleta de material antes do desmatamento, as plântulas são levadas para o viveiro para a formação de mudas e plantadas em campo para o enriquecimento de uma área.
– Este trabalho pode gerar subsídios para elaboração de políticas públicas visando a coleta deste material como medidas compensatórias e mitigadoras para o licenciamento ambiental de grandes empreendimentos –, comenta a pesquisadora.
O trabalho observou que a comunidade de plântulas encontrada na área que seria desmatada representou uma fonte importante de plântulas para a produção de mudas com elevada diversidade regional e diferentes formas de vida. Foram coletadas plântulas de uma floresta nativa no município de Guará (próximo à Franca, no interior de São Paulo) que seria legalmente suprimida e, em seguida, transferidas para o viveiro para a produção de mudas.
Posteriormente, mudas de vinte espécies foram plantadas no fragmento de floresta em Santa Bárbara d’Oeste e apresentaram elevadas taxas de sobrevivência. Nesta mesma área foi realizado o plantio de plântulas e mudas de espécies de sub-bosque produzidas em viveiro. Foram plantadas sete espécies de plântulas e dez espécies de mudas na entrelinha do plantio original, que durante o período de avaliação apresentaram elevadas taxas de sobrevivência.
– A produção de mudas a partir das plântulas coletadas possui a fase inicial de viveiro como a fase mais crítica em relação à sobrevivência (60%), mas está dentro da faixa de resultados já observados e ainda possui a vantagem de suprimir fases desconhecidas para a maioria das espécies, como a fase de germinação e estabelecimento inicial. O plantio de plântulas e mudas de espécies de sub-bosque para o enriquecimento de áreas em processo de restauração demonstrou ser viável pela elevada sobrevivência em campo, acima de 90% –, conclui.

Fonte: Correio do Brasil

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Marina: sociedade deve dar respaldo à Dilma

A ex-senadora Marina Silva avaliou hoje que as sucessivas denúncias de corrupção contra a classe política mostram que o Brasil passa por um grave momento em sua história e conclamou a sociedade civil e as instituições a se mobilizarem para contornar o atual cenário de escândalos.
De acordo com ela, a sociedade brasileira deve assumir a corrupção não apenas como uma questão do governo federal, mas deve dar respaldo à presidente Dilma Rousseff no combate aos malfeitos na máquina pública. "A sociedade brasileira deve se mobilizar para dar um basta na corrupção, assim como resolveu dar sustentação política para acabar com a inflação e assim como criou bases políticas para erradicar a pobreza", disse a ex-senadora, após palestra "O Papel do Brasil na Rio+20", realizada hoje na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), na capital paulista.
A ex-senadora cobrou atitude para condenar os atos de corrupção no Brasil das "pessoas de bem" de todos os partidos, dos empresários, dos jovens e dos formadores de opinião. "Se a sociedade assumir a corrupção como um problema dela, e não só da presidente, haverá de criar o constrangimento político e ético para que as instituições públicas sejam devolvidas ao interesse público, e não ao privado", afirmou. Ela, contudo, não detalhou como essa manifestação poderia ocorrer no Brasil. Segundo a ex-senadora, não há atualmente um líder que conclame a sociedade para essa causa. "Nós estamos diante do desafio da autoconvocação", afirmou.
Indagada sobre se a população brasileira tem apoiado a presidente nas mudanças ministeriais, tendo em vista a queda de sua popularidade na última pesquisa CNI/Ibope, de julho, Marina disse que as ações da presidente não podem ser medidas dessa maneira. De acordo com ela, desde a CPI dos Anões do Orçamento, em 1993, o Brasil vive com constantes denúncias, investigações e prisões no setor público. A ex-senadora ressaltou que está na hora da sociedade revogar o mandato daqueles que usam os espaços públicos como privados, para interesses particulares.
Interesse
Ela salientou ainda que os partidos políticos estão hoje desvinculados do interesse público. "Quem disse que, em um governo de coalizão, um determinado partido é o dono de tal pedaço do Estado?", questionou. A ex-senadora ministrou hoje palestra sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será promovida no Rio de Janeiro em 2012. De acordo com ela, o Brasil deve aproveitar a oportunidade do encontro para "não deixar que tenhamos retrocessos nos avanços já conquistados" na área do meio ambiente.
Marina Silva citou como exemplo de retrocesso a aprovação do Código Florestal, votada no início deste ano pela Câmara. "Se o Código Florestal for aprovado (no Senado), vamos perder o controle do desmatamento", afirmou, ao citar que o desmatamento aumentou 450% no Mato Grosso com a expectativa de aprovação da proposta.
"E chegar na Rio+20 com o Código Florestal, que faz da preservação uma exceção, em vez de regra, é para nem termos coragem de aparecer na frente de outros países", criticou. A ex-senadora disse ainda que a Conferência das Nações Unidas é uma oportunidade para o Brasil criar bases políticas e reestruturar a sua matriz energética. Segundo ela, o Brasil é o país que reúne as melhores condições para adotar uma base energética limpa.

FONTE: AGÊNCIA ESTADO


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Senado estuda incluir incentivos no texto do Código Florestal à agricultores familiares


Senador Luis Henrique (PMDB-SC) foi o último a apresenta uma proposta de incentivo
Três projetos prevendo diferentes tipos de incentivos pelo reflorestamento já tramitam no Senado Federal. Esses projetos são uma ‘resposta’ a proposta de dispensa de área de reserva legal em pequenas propriedades, prevista no texto base do Código Florestal Brasileiro, que tem sido muito criticada pelos Senadores, mas que foi aprovada na Câmara dos Deputados.
As três propostas se baseiam em retirar a isenção dos pequenos agricultores e incluir no texto alguns incentivos – quase sempre financeiros – caso os agricultores familiares recuperem e mantenham as áreas de reserva legal.
Propostas

Internet
Flexa Riberio (PSDB-PA) também aprese...
Já no início do ano, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) encaminhou sua proposta (PLS 8/11) que, atualmente, tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e tem como relator o senador Jorge Viana (PT-AC).

A matéria do senador Flexa Ribeiro propõe mudar o texto do Código Florestal e incluir a permissão para plantio de espécies frutíferas e ornamentais na recomposição da reserva legal e das áreas de preservação permanente na Amazônia Legal e em propriedade familiar. Ele também sugere a concessão de incentivos fiscais e creditícios para essa recomposição. Ainda de acordo com a proposta, os produtores rurais deduziram do imposto de renda o gasto que tiveram na realização da recomposição da área.
O parlamentar argumenta que o plantio de frutíferas e plantas ornamentais contribui para aumentar a renda dos agricultores e as oportunidades de emprego no campo.

Internet
Senadora petista Ana Rita, também apo...
A segunda proposta (PLS 396/11) é de autoria da senadora Ana Rita (PT-ES), sugere a concessão de rebate, bônus e redução de juros em programas oficiais de crédito rural. Assim, os agricultores familiares que fizeram reflorestamento ou regeneração florestal receberá uma subvenção econômica.

A autora cita a proteção de nascentes e cursos d'água, além de plantio em nível, rotação de culturas e adubação orgânica, entre outros.
O último projeto apresentado no Senado Federal pertence ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC) que também é relator do projeto do novo Código Florestal nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).
A matéria do senador Luiz Henrique (PLS 249/11) prevê redução de imposto de renda para pessoas físicas e jurídicas que aplicarem recursos em projetos de reflorestamento em propriedade rural familiar.
A pessoa física pode aplicar até 6% do imposto de renda devido; a pessoa jurídica, até 4%. Nos dois casos, as aplicações podem ser conjuntas com doações à cultura, esportes e fundos da criança e do idoso, devendo ser formalizadas por contrato com o proprietário, arrendatário ou cooperativa de agricultores familiares. A matéria tramita na CRA, onde é relatada pelo senador Benedito de Lira (PP-AL).

Fonte: Correio do Estado

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Estudo amplia papel das florestas no combate ao aquecimento


As florestas mundiais têm um papel maior do que se imaginava no combate à mudança climática, disseram cientistas no mais abrangente estudo já realizado a respeito da capacidade de absorção florestal do dióxido de carbono atmosférico.
O estudo deve contribuir para a implementação do mecanismo Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), um programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para a criação de um mercado global de créditos de carbono, recompensando projetos que protejam as florestas tropicais. Se essas florestas armazenam mais carbono do que se imaginava, os projetos se tornam mais valiosos.
Já se sabia que as árvores, ao crescerem, capturam grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), o principal dos gases do efeito estufa. Mas até agora não havia sido possível calcular quanto CO2 as árvores absorvem em diferentes partes do planeta, e qual é o total global de gases liberado na derrubada e queima das matas.
O estudo a ser divulgado na sexta-feira (15) na revista Science discrimina a capacidade de absorção nas florestas tropicais, temperadas e boreais, e mostra que as árvores capturam mais de 10% do CO2 gerado por atividades humanas, mesmo quando se leva em conta todas as emissões decorrentes do desmatamento. “Esta análise coloca as florestas num nível de importância ainda mais elevado na regulamentação do CO2 atmosférico”, disse Pep Canadell, um dos autores do estudo e diretor do Projeto Carbono Global, ligado à Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth, na Austrália.
Com base em dados estatísticos, informações de satélites e modelos computacionais, os cientistas calcularam que as florestas estabelecidas e recém-replantadas nos trópicos absorveram quase 15 bilhões de toneladas de CO2 no último ano – equivalente a cerca de metade das emissões causadas por indústrias, transportes e outras fontes. Por outro lado, o desmatamento gerou 10,7 bilhões de toneladas.
Uma grande surpresa foi o fato de que florestas recém-replantadas nos trópicos são muito mais eficazes do que se pensava na absorção do CO2, totalizando quase 6 bilhões de toneladas de CO2, aproximadamente a emissão total dos EUA em um ano. Para Canadell, isso mostra que alguns países estão abrindo mão de grandes benefícios do programa Redd ao menosprezarem as oportunidades geradas pela recuperação florestal. (Fonte: Portal Terra)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ibama flagra desmatamento com agrotóxico no Amazonas

O Ibama apreendeu na sexta-feira (17) quatro toneladas de agrotóxicos que seriam utilizados para desmatar 3.000 hectares de floresta nativa da União em Novo Aripuanã, sul do Amazonas.
O único registro de uso de agrotóxico em desmatamentos no Estado ocorreu em 1999. Durante um sobrevoo, fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) encontraram uma área de 250 hectares, no município de Boca do Acre, já destruída por ação do veneno Tordon 2,4 D.
Pulverizados sobre a floresta, os agrotóxicos têm o poder de desfolhar as árvores.
“A floresta vira um grande paliteiro, facilitando o desmatamento. É o mesmo processo usado pelo Exército norte-americano para encontrar os vietnamitas na Guerra do Vietnã”, disse o superintendente do Ibama no Amazonas, Mário Lúcio Reis.
Operação - Os fiscais do Ibama monitoravam o envio da carga de Rondônia para Novo Aripuanã (227 km de Manaus) havia uma semana.
Na sexta-feira, os produtos foram apreendidos em uma região de floresta desabitada às margens do rio Acari (afluente do Madeira), que fica nos limites entre a RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) do Juma e uma propriedade de um fazendeiro de Rondônia.
Os produtos químicos estavam escondidos debaixo de uma lona. Na carga, foram identificados os agrotóxicos 2,4 D Amina 72, U46BR, Garlon 480 e óleo mineral. Eles são comercializados legalmente como herbicidas para matar ervas daninhas em plantações de arroz e milho.
O nome do fazendeiro, que já foi multado por desmatar floresta nativa em outra ocasião, está sob sigilo devido às investigações do novo crime ambiental. A multa pode chegar a R$ 2 milhões.
Reis afirma que os fiscais encontraram uma pista de pouso na fazenda, de onde partiria um avião pulverizador para jogar os agrotóxicos sobre a floresta.
Queimadas - Ainda de acordo com o superintendente, após a pulverização as árvores que têm valor comercial são derrubadas com motosserras. “Depois, eles fazem queimadas para limpar o terreno. No lugar da floresta, o fazendeiro iria criar um grande pasto.”
Segundo o agrônomo e pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) Hiroshi Noda, ao serem lançados sobre a floresta, os agrotóxicos contaminam solo, lençóis freáticos, animais e seres humanos.
“Eles causam uma reação química no metabolismo das árvores, provocando seu colapso imediato”, disse.
Noda afirmou que, meses após a pulverização dos agrotóxicos, a terra pode ser utilizada para pastagens.

(Fonte: Kátia Brasil/ Folha.com)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CONHEÇA AS LINHAS DE CRÉDITO PARA EMPREENDEDORES


Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa já emprestaram, juntos, R$ 83,6 milhões para esses profissionais
Brasília - A maior parte do crédito para empreendedores individuais é para capital de giro e isso é feito basicamente por bancos públicos federais. Juntos o Banco do Brasil, a Caixa e o Banco do Nordeste têm 680,6 mil clientes com perfil desse público e já financiaram R$ 83,6 milhões.
Veja os serviços oferecidos, conforme as instituições bancárias:
Banco do Nordeste - Uma das formas de financiamento é feita pelo programa de Microcrédito Produtivo Orientado (Crediamigo), que oferece crédito para capital de giro e investimento para empreendedores informais e formais. Eles têm direito a conta-corrente sem cobrança de taxa de abertura ou manutenção. Para o crédito individual há exigência de avalista com renda comprovada. O crédito pode chegar até R$ 15 mil com juros de 2% a 3% ao mês mais taxa de abertura do crédito (TAC), com prazo para pagamento de dois a três meses.
O banco contabiliza 10.037 empreendedores individuais com operações ativas por meio do Crediamigo. A instituição também oferece crédito para esses empreendedores com recursos do BNDES e, desde janeiro de 2011, também passou a oferecer financiamento para os empreendedores individuais com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FCO). Os juros são de 6,75% ao ano e pagamento em até 36 meses. Há exigência de avalista com renda comprovada.
Banco do Brasil - O Banco do Brasil oferece um pacote de serviço, incluindo conta-corrente, com taxa de R$ 5 e cartão de crédito de múltiplas funções, o Ourocard Empreendedor. Também dispõe de financiamento por meio do BB Giro Rápido, com valor da contratação a partir de R$ 1 mil, pagamento em até 24 meses, carência de até 59 dias para pagamento da primeira parcela e juros de até 2,45% ao mês.
O crédito pode ser liberado na conta-corrente do empreendedor ou ser utilizado para pagamento de contas e saques por meio do cartão de crédito. "Nesse caso, a carência sobe para até 94 dias para pagamento da primeira parcela, sendo 35 dias no cartão mais 59 dias do BB giro Rápido", informa o banco.
Caixa Econômica - A Caixa oferece aos empreendedores individuais conta-corrente e cadastro sem cobrança de tarifa durante um ano, Cheque Empresa Caixa com limite de até R$ 300 e juros de 2,87% ao mês; financiamento para capital de giro com limite de até R$ 1 mil com juros de 2.72% ao mês e pagamento em até 18 meses; cartão de crédito empresarial emitido pela bandeira Visa e limite de até R$ 300. Ainda conforme a instituição, o Empreendedor Individual é credenciado na Redecard EI, que "possibilita vender produtos ou serviços utilizando seu celular".
Banco da Amazônia - O Banco da Amazônia prevê, ainda para este mês de abril, um pacote de tarifas especiais para o Empreendedor Individual com pagamento de tarifa única de R$ 8 mensais. Entre eles estão cadastro, conta-corrente, cheque, saque, transferência, extrato de contas e outras transações. O banco também prevê para abril o lançamento de crédito destinado ao Empreendedor Individual para investimento com recursos do fundo Constitucional do Norte (FNO).
Os recursos, informa a instituição, deverão ter "os menores encargos do mercado", isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e agilidade na concessão do crédito "em razão de processo de análise simplificado". O banco diz que "há possibilidade de dispensa de garantias reais para a contratação do crédito".

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Brasil poderá ser potência mundial em energia limpa


Com quase metade da matriz energética composta por fontes renováveis, o Brasil tem potencial para ampliar a produção de energia limpa e tornar-se uma potência energética mundial, disse o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto. “O País está em uma posição estratégica excepcional, tem terra, água, sol, capacidade de trabalho, tecnologia e vontade de colocar esses recursos a serviço da sociedade”, ressaltou.
De acordo com Rosseto, que participou do seminário Sustentar XXI, realizado nesta quinta-feira (9) pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, neste momento a Petrobras produz etanol e biodiesel em 14 usinas, uma delas em Moçambique, na África. Nos próximos dois anos, a empresa planeja iniciar a comercialização do biocombustível para avião. “No momento, já sabemos fazer o produto em laboratório e em planta-piloto, só não temos ainda competitividade econômica”, disse.
O executivo da Petrobras disse ainda que o Brasil pode praticamente dobrar sua capacidade de produção de etanol sem necessidade de utilizar novas terras. Segundo ele, hoje a produtividade brasileira é de 7 mil a 7,5 mil litros por hectare de cana, mas pode chegar a 12 mil litros somente com a utilização de novas tecnologias. “É possível aumentar a produção a partir do uso do bagaço da cana, com o açúcar das fibras de celulose”, explicou.
Energia eólica – Outra fonte promissora de geração elétrica ainda pouco explorada no Brasil é a eólica. De acordo com o diretor-presidente da Suzlon Energia Eólica do Brasil, Arthur Lavieri, essa fonte, além de abundante, é economicamente viável. Segundo disse, no último leilão realizado pelo governo para compra de energia, a eólica foi a segunda mais barata. “Perde só para as megausinas hidrelétricas”, garantiu. Nessa comparação, fica 15% mais cara.
Lavieri explicou ainda que o potencial brasileiro de geração de energia a partir dos ventos é de 350 mil megawatts. Atualmente, todo o parque gerador instalado no País produz 113 mil megawatts. “O Brasil poderá ser uma megapotência em energia renovável”, assegurou.
Apesar dessa enorme capacidade, a energia eólica contribui com menos de 1% da energia produzida no Brasil, com uma produção de apenas mil megawatts. A meta do setor é chegar a 5 mil megawatts em 2013. Para 2020, o projeto é responder por 10% do total.
De acordo com Lavieri, na Dinamarca a geração eólica pode atingir 53% do total, enquanto na Espanha pode responder por 44%, dependendo dos meses. Ele lembrou ainda que a Alemanha comprometeu-se a fechar suas usinas nucleares até 2022 e investir nas fontes solar e eólica.
Demanda crescente – Os participantes do seminário também ressaltaram que a demanda por energia nos próximos anos crescerá vertiginosamente. Somente no Brasil, em 2020 o consumo pode estar 60% superior ao atual. No mundo, 20% da população ainda vivem sem acesso ao serviço, o que corresponde a cerca de 1,5 bilhão de pessoas.
Durante o seminário, o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), lançou o programa Parlamento Zero, que prevê o plantio de 22 mil árvores em vários locais do País. Segundo estudos técnicos, esse número é suficiente para neutralizar a emissão de gases causadores de efeito estufa resultante das atividades da Câmara e do Senado. 
(Fonte: Agência Câmara)

Escassez de água devido à mudança climática afeta agricultura, diz FAO


As mudanças climáticas poderão causar escassez de água nas próximas décadas para o cultivo e produção de alimentos, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (9) pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, na sigla em inglês).
O documento analisa possíveis consequências da mudança climática, entre elas a diminuição da corrente de água nos rios e da alimentação dos aquíferos no Mar Mediterrâneo, nas zonas semi-áridas da América, Austrália e África meridional, além de regiões que já sofrem de estresse hídrico (quando a demanda por água é maior que a capacidade existente).
Ainda de acordo com o estudo, amplas regiões da Ásia que dependem do degelo das montanhas também serão afetadas. Áreas com alta densidade populacional próximas a deltas fluviais estão ameaçadas por um possível fluxo menor de água doce, aumento da salinidade e do nível do mar.
Os especialistas da FAO afirmam que a chuva aumentará nos trópicos e regiões mais altas, mas diminuirá em áreas com características secas e semi-áridas, no interior dos grandes continentes.
“Haverá uma frequência maior de secas e inundações”, disse a FAO, que adverte ainda sobre o pouco conhecimento do impacto das mudanças climáticas na água para a agricultura. “É necessária uma precisão maior e enfoque para entender a natureza”, informou a organização.
 (Fonte: G1)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

BANCOS OFERECEM LINHAS ESPECIAIS PARA EMPREENDEDORES


Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Caixa já emprestaram R$ 83,6 milhões para empreendedores individuais
Dilma Tavares
Brasília - Empreendedores individuais que necessitam de crédito para expandir o negócio podem contar com algumas linhas de financiamento de bancos públicos para financiar máquinas, veículos e instalações próprias, com juros acessíveis. Juntos o Banco do Brasil, a Caixa e o Banco do Nordeste têm 680,6 mil clientes com o perfil desse público e já financiaram R$ 83,6 milhões.
No Banco do Nordeste (BNB), que desde janeiro deste ano dispõe de uma linha específica para esse público com recursos do fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), os empreendedores podem obter empréstimos com juros de 6,75% ao ano.
De acordo com o banco, são financiados até R$ 15 mil por operação com prazo de pagamento em até 36 meses, incluindo carência de até 60 dias para pagamento da primeira parcela, além de bônus de adimplência de15% a 25%. Para acessar a esse crédito são exigidas garantias como avalista e alienação fiduciária.
Já o crédito do Banco do Brasil será operado com recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Essa linha de financiamento para o Empreendedor Individual foi aprovada em 25 de março passado em reunião do Conselho Deliberativo do Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/FCO).
Conforme o assessor da diretoria de governo do BB, Hélder Alberto Castro, a entrada desse crédito em operação aguarda apenas a publicação, no Diário Oficial da União, de resolução criando a linha de financiamento por parte do Ministério da Integração Nacional - responsável pelos recursos do FCO.
Conforme explicou, esse fundo financiará máquinas e equipamento, como computadores e máquinas de costura. Serão financiados até 100% do valor do item a ser investido. Também haverá financiamento para capital de giro associado de até 100% do valor financiado pelo FCO, além de aquisição de insumos, matéria prima e formação de estoques para vendas.
Os juros serão de 6,75% ao ano, com prazo de até 36 meses, incluindo carência de até três meses para o primeiro pagamento, tanto em relação aos recursos para investimento quanto para o capital de giro associado. Para aquisição de insumos e matéria-prima e formação de estoques, o prazo de pagamento será de 18 meses. Para acesso aos financiamentos, será preciso avalista ou fiador com renda comprovada.
O Banco da Amazônia também prevê para abril o lançamento de linha de crédito para investimento com recursos do Fundo Constitucional do Norte (FNO).
Fonte: Agência Sebrae de Notícias.